O que é HTML e como funciona

O que é HTML e como funciona essa linguagem

Para quem está se envolvendo profissionalmente com a internet, conhecer as diversas ferramentas e tecnologias disponíveis é fundamental. Se eu tivesse que apontar algumas áreas de conhecimento indispensáveis para quem quer se aventurar por este caminho, dentre elas estaria com certeza o HTML.

Presente em todos os sites, blogs, lojas virtuais e apps publicados na web, o HTML nasceu antes mesmo da internet como a conhecemos existir. E vem se modernizando desde então.

Mas afinal, o que é HTML e como funciona esta linguagem? Descubra neste artigo a resposta e saiba onde e como aprender gratuitamente a dominar o assunto.

Índice

O que é HTML

O HTML é o componente básico de uma página na internet. Para fazer uma analogia com o mundo real, se um site/app fosse uma casa, o HTML seria o tijolo. Ele não é visível para quem entra na casa, mas está ali, dentro das paredes, estruturando todos os cômodos e ambientes. Assim é com o HTML: ele está presente em qualquer site, blog ou aplicativo da internet (inclusive nos apps dos nossos smartphones), mas não é visível para quem navega na página em questão.

A sigla HTML vem de HyperText Markup Language, cuja tradução literal seria linguagem de marcação de hipertexto. Um hipertexto é um texto que possui links pelos quais o usuário pode navegar e escolher o seu próprio caminho de leitura — exatamente o que fazemos todos os dias na internet. Portanto, o HTML é uma linguagem de marcação (e não de programação, como muitos às vezes confundem).

Vale mencionar que, apesar do HTML ser usado para estruturar uma página, ele não é o responsável pela sua aparência. Para isso, existe o CSS. Falaremos sobre o assunto mais adiante.

Veja também: O que é um site, como funciona e qual a sua importância em um negócio

Como funciona e para que serve o HTML

Como mencionado, o HTML é uma linguagem de marcação usada para marcar e dar significado às informações existentes em uma página. Assim sendo, a página de um site ou app contém marcações feitas com HTML. Essas marcações, chamadas de tags, são interpretadas pelo navegador. Este, por sua vez, “entende”, que determinado trecho da página contém um título, um parágrafo, uma imagem, uma lista etc.

Uma tag HTML deve estar envolvida por um sinal de menor e um sinal de maior, como por exemplo <exemplo>. Além disso, a maioria das tags HTML necessita de uma tag de abertura e outra de fechamento. Por exemplo, para marcar o título e o parágrafo de um texto, eu poderia usar as tags <h1> e <p>, respectivamente, da seguinte forma:

<h1>Título da página</h1>  <p>Aqui começa o meu parágrafo. Quando este chega ao fim, é necessário fechar esta pequena peça de informação textual com a tag de fechamento do parágrafo.</p> 

Algumas tags, no entanto, não precisam de fechamento. Elas são chamadas de tags órfãs ou elementos vazios. Esse é o caso da tag de imagem img, por exemplo.

<img src="imagem-exemplo.jpg">

Tecnicamente, a tag <img> não insere a imagem na página, mas cria um espaço reservado para a imagem em questão, cujo link é vinculado à página através do atributo src (que vem de source, ou seja, fonte/origem).

Além de ser fundamental para os navegadores, o HTML também é de extrema importância para os mecanismos de busca, como o Google e o Bing. É através do HTML que os buscadores conseguem identificar e classificar o conteúdo de determinada página. Da mesma forma, diversos serviços utilizam o HTML como meio para ler e indexar conteúdos. Apenas a título de curiosidade, essa varredura de conteúdo é realizada através de bots, que são scripts automatizados usados com a finalidade de escanear o conteúdo de determinada página web. Sem a presença do HTML, o trabalho de varredura de um bot seria bem mais difícil.

Atributos das tags HTML

Uma tag HTML pode conter atributos (um, nenhum ou vários). Os atributos de uma tag HTML são elementos que acrescentam algum tipo de informação à tag.

Por exemplo, a tag de imagem <img> precisa, obrigatoriamente, conter o atributo src, que indica o caminho (o link) para a imagem em questão. Sem o atributo src e um link válido para um arquivo de imagem, nenhuma figura é exibida na página.

Também é altamente recomendado que a tag de imagem contenha o atributo alt. Ele é o responsável por inserir um texto alternativo para a imagem. Esse texto será usado de diversas formas. Para deficientes visuais, o texto será lido por um programa leitor de tela. Os bots e scripts de varredura de conteúdo usarão o texto alternativo para entender o significado da imagem (ou pelo menos parte dele), o que é uma boa prática de SEO. Ainda, caso exista algum problema na conexão que impeça o carregamento da imagem, o texto alternativo será exibido no lugar da imagem.

<img src="gatinho.jpg" alt="Gatinho brincando com um novelo de lã">

Outra tag bastante popular é a <a>, que é usada para criar links em uma página (“a” vem de anchor, que significa âncora). Um link precisa obrigatoriamente conter um endereço de destino, o que é feito através do atributo href. Nesse caso, para inserir um link em uma página, podemos usar a seguinte marcação HTML:

<a href="https://www.google.com">acesse o Google aqui</a>

A marcação acima, ao ser interpretada pelo navegador, vai exibir apenas o link, como por exemplo, acesse o Google aqui.

Tags HTML mais populares

Existem mais de 100 tags válidas na versão mais recente do HTML. No entanto, algumas estão presentes em praticamente todas as páginas que possuem HTML. Vamos conhecer algumas a seguir.

Tags para estruturação da página/documento HTML:

Tag Uso
<!DOCTYPE> Especificação do documento
<html></html> Raiz do documento HTML
<head></head> Cabeçalho da página
<meta> Meta informações (ex.: idioma da página)
<title></title> Título da página (não confundir com os títulos do texto, ex.: h1)
<body></body> Corpo (onde vai o conteúdo visível da página)
<style></style> Estilos (aparência)
<nav></nav> Navegação (usada para menus)
<article></article> Artigo (delimita o conteúdo de um artigo)
<div></div> Divisão

Tags para marcação de textos:

Tag Uso
<h1></h1> - <h6></h6> Títulos
<p></p> Parágrafo
<em></em> e <i></i> Itálico
<strong></strong> e <b></b> Negrito
<a></a> Link
<ul></ul> Lista não-ordenada
<ol></ol> Lista ordenada
<li></li> Elemento de uma lista
<blockquote></blockquote> Citação
<hr> Linha horizontal
<img> Imagem

Para exemplificar as tags listadas acima, uma página com uma estrutura simples poderia ter a seguinte marcação:

View the code on Gist.

Caso tenha curiosidade, experimente copiar o código acima em um editor de texto plano (como o bloco de notas). Salve o arquivo com qualquer nome, mas com a extensão .html (ex.: pagina.html). Dê um duplo clique no arquivo depois de salvar e você verá uma página em html puro renderizada pelo navegador. Não use um editor de textos rico, como o Word ou o Google Documentos, pois eles não foram feitos para editar HTML.

O HTML do exemplo anterior deve exibir uma página como essa ao ser lida pelo navegador
O HTML do exemplo anterior deve exibir uma página como essa ao ser lida pelo navegador

Para ver uma lista bem completa de tags HTML, consulte esta página da Fundação Mozilla.

Uso do HTML no dia a dia

No exemplo de código que demonstrei há pouco, estamos escrevendo uma página completa em HTML. No início da internet, essa era a única maneira de criar um site. Era necessário abrir um editor de códigos e escrever o HTML da página inteira. Felizmente isso mudou.

Atualmente, existem diversas ferramentas e plataformas que fazem “o trabalho pesado” de gerar códigos em HTML e nas demais linguagens necessárias para uma página. Portanto, você só precisa ter esse trabalho todo se quiser ou for um desenvolvedor web.

Apesar disso, ter conhecimento em HTML pode ser interessante — e necessário — para aqueles que lidam com ambientes digitais atualmente, principalmente nas áreas ligadas à produção de conteúdo. As principais plataformas de publicação da atualidade, como o WordPress e o Wix, permitem o uso e a edição de HTML em suas páginas.

O WordPress possui um editor de códigos HTML disponível entre seus blocos
O WordPress possui um editor de códigos HTML disponível entre seus blocos

Indo além da simples formatação de textos, muitas vezes pode ser necessário lidar com a inserção de códigos HTML, seja qual for a plataforma usada. Se você quiser, por exemplo, incorporar um vídeo do YouTube em seu site, deve usar a tag iframe fornecida pela plataforma. O mesmo ocorre com a inserção de botões de compartilhamento de redes sociais, que fornecem códigos HTML prontos para serem inseridos em sites e aplicativos. Para acompanhar a audiência do seu site, você provavelmente vai optar pelo Google Analytics. Para isso, um trecho de código HTML será fornecido pela plataforma para ser inserido em todas as páginas do seu site.

A incorporação de vídeos do YouTube em um site é feita usando-se a tag iframe
A incorporação de vídeos do YouTube em um site é feita usando-se a tag HTML iframe

HTML, CSS e Javascript

Como você já deve ter desconfiado, o HTML não é a única linguagem presente em uma página web. Outras linguagens são usadas para enriquecer o conteúdo e a experiência do usuário. Falando apenas do que é exibido no navegador, não podemos deixar de mencionar o CSS e o Javascript.

O CSS é uma linguagem especialmente criada para estilizar a aparência de uma página. O CSS pode ser usado diretamente na página HTML (dentro da tag style) ou linkado a partir de um arquivo externo. A forma de escrever o CSS se difere bastante do HTML, principalmente por se tratar de um agrupamento de declarações de estilo. Dessa forma, se eu quiser que todos os textos de uma página usem uma família de fonte específica, posso usar apenas uma regra para tal, dentro da folha de estilos (CSS) anexada ao documento HTML.

A aparência de uma página pode mudar radicalmente por conta do CSS. Acima, a mesma página com e sem CSS.
A aparência de uma página pode mudar radicalmente por conta do CSS. Acima, a mesma página com e sem CSS.

Já o javascript é uma linguagem de programação usada para alterar o comportamento e realizar diversas ações em uma página. A programação escrita em Javascript também pode ser inserida diretamente no arquivo HTML ou anexada. Em ambos os casos, usa-se a tag script. O Javascript cria interações sem as quais a internet como a conhecemos não seria a mesma. As ações de esconder ou exibir um menu, criar um carrossel de imagens, validar os dados em um formulário — dentre muitas outras — podem ser feitas com Javascript.

HTML5: uma versão moderna do HTML

A linguagem HTML foi inventada pelo físico britânico Tim Berners-Lee para viabilizar a comunicação e a troca de trabalhos científicos entre Tim e seus colegas. A simplicidade da linguagem possivelmente ajudou a sua disseminação: ela rapidamente foi adotada para ser usada na recém criada internet pública (que viria a se tornar a internet como a conhecemos hoje).

A primeira versão do HTML conheceu o mundo em 1991. Nos anos seguintes, diversas melhorias foram realizadas em seu escopo até a versão HTML 4.01 ser lançada, em 1999. A versão 4 figurou como um padrão enquanto a própria internet evoluía.

Somente em 2014 o HTML5, que é a versão usada atualmente, foi lançado. Esta versão trouxe diversas melhorias para a linguagem, como a criação de tags voltadas para melhorar a semântica (significado) de uma página web. Tags como <article>, <section>, <nav> e <footer> permitem que os navegadores, bots e aplicações leiam e “entendam” melhor os diversos tipos de conteúdos e informações presentes em uma página.

Elementos multimídia, como áudios, vídeos e gráficos também mereceram atenção com a chegada do HTML5, através do uso de tags como <video>, <audio> e <canvas>.

A acessibilidade web, que é a facilidade com que determinado site ou página pode ser usado por pessoas com e sem deficiência, também foi amplamente revisada com o advento do HTML5.

O HTML5 representou um grande salto tecnológico no modo como os sites e aplicações da internet são criados e mantidos. Para todos aqueles que pretendem se aventurar no universo das tecnologias web, o HTML5 é uma linguagem fundamental.

Onde aprender a usar HTML

Agora que já sabemos o que é HTML e como funciona, chegou a hora de se aventurar e “sujar as mãos” com um pouco de código. Como mencionei acima, o HTML é uma linguagem fundamental e necessária para qualquer pessoa que deseja se profissionalizar nas diversas áreas de atuação relacionadas à internet. Seja você um programador ou um produtor de conteúdo, conhecer esta linguagem vai enriquecer suas habilidades e pode contribuir para o seu sucesso profissional.

Apesar de moderna, o HTML é uma linguagem simples e fácil de aprender. Ao contrário das linguagens de programação — reforço aqui que o HTML não é uma linguagem de programação —, a sintaxe do HTML é básica e pode ser aprendida por todos.

Um dos melhores lugares para aprender o que é HTML e como usá-lo é o site de desenvolvedores da Fundação Mozilla. A organização das seções é bastante didática e o conteúdo teórico inclui exemplos práticos de como o HTML pode ser usado no dia a dia. Vale a pena conferir e estudar. O acesso é completamente gratuito e pode ser feito em developer.mozilla.org.

Outra opção é o W3 Schools, um dos sites de aprendizado de tecnologias web mais antigos e populares da internet. Fundado em 1999, ele acompanhou a evolução da internet e atualmente fornece diversos cursos gratuitos sobre as principais linguagens usadas na web. A cada nova etapa o usuário é convidado a fazer por conta própria o tópico ensinado, em uma plataforma interativa e fácil de usar. Confira o curso de HTML5 em www.w3schools.com.

Agora, se você procura por um aprendizado mais abrangente e voltado para se profissionalizar na área, um curso pago pode trazer atalhos no caminho. Dentre as diversas opções disponíveis, a Udemy possui uma variedade grande de cursos na área de desenvolvimento. Falando especificamente de HTML, existem muitas opções de cursos que incluem o HTML e que são voltados para o desenvolvimento de sites e apps, cujo HTML é uma das fundações. Veja os cursos disponíveis aqui.

Conclusão

Como vimos aqui, o HTML é peça fundamental e está presente em praticamente todo e qualquer site ou aplicação web. Diferente de uma linguagem de programação, o HTML é responsável pela estruturação do conteúdo e também por dar significado aos diversos elementos de uma página.

Agora que você já sabe o que é HTML é como usá-lo, dê o próximo passo e confira o tutorial como criar um site: da escolha do domínio à publicação.

O artigo O que é HTML e como funciona foi publicado originalmente em Tudo Sobre Hospedagem de Sites.

Domínio .com ou .com.br: quais as diferenças e qual extensão usar no seu site

Domínio .com ou .com.br

Um dos primeiros passos para colocar um site na internet é escolher um endereço virtual para ele. Contudo, o processo não envolve somente a escolha do nome, mas também da extensão do domínio, o que costuma deixar muita gente indecisa (com razão). A extensão do domínio é aquela parte que fica no final de todos os endereços na internet, logo após o nome, como em google.com.

Apesar de existirem mais de 1.000 extensões de domínio disponíveis, duas se destacam em suas categorias: o .com e o .com.br. Juntas, elas são as extensões mais utilizadas no Brasil. Mas, afinal, o que as diferencia e qual delas utilizar na hora de registrar o seu domínio?

Para responder essa e outras questões, este artigo traz informações detalhadas sobre os domínios .com.br e .com, incluindo suas diferenças, vantagens e desvantagens. Confira a seguir e descubra qual dessas extensões é mais adequada para o seu site!

Índice

Sobre as extensões .com e .com.br

Antes de comparar os domínios e até mesmo fazer quaisquer recomendações de uso do .com ou do .com.br, é importante entender um pouco mais sobre as suas histórias e como essas extensões são utilizadas atualmente.

O que é o domínio .COM

Domínio .com

O .com é um domínio de topo genérico (gTLD), criado originalmente para entidades comerciais. Por ser um dos mais antigos e não possuir restrição para o seu registro, foi adotado em massa pelo público, tornando-se a extensão mais popular no mundo.

Desde então o .com tem sido o endereço de diferentes tipos de sites e segmentos. Sites institucionais, blogs e e-commerces utilizam o .com, em áreas distintas como comércio, serviço, indústria e até mesmo em projetos pessoais. Além disso, por ser considerado um domínio internacional o .com é utilizado em diversos países, inclusive no Brasil.

A história do .com teve início em 1985, tendo sido um dos primeiros TLDs criados para uso na Internet. A terminação é mantida há mais de 23 anos pela empresa global Verisign, que também opera outras extensões populares, como o .net.

Site WordPress.com
Site do WordPress.com utiliza a terminação .com

O que é o domínio .COM.BR

Domínio .com.br

O domínio .com.br é uma categoria genérica dentro do .br, e assim como o .com, foi originalmente criado para atividades comerciais. No entanto, por ser uma extensão antiga e muito popular, o .com.br foi adotado por pessoas e empresas brasileiras de praticamente todos os setores. Sim, a restrição de país existe porque o .br é uma terminação (ccTLD) destinada ao uso pelo Brasil, sendo necessária comprovação para o registro, como mostrarei adiante.

A história do .br começou antes mesmo da Internet existir por aqui. Em 1989, Jon Postel, responsável pela atribuição de domínios de topo, delegou o .br à equipe que operava redes acadêmicas brasileiras na Fapesp. Na época, o .br era usado basicamente no ambiente acadêmico.

Com o passar dos anos, e com a popularização da internet, o domínio .br foi ganhando cada vez mais espaço e relevância, tornando necessária a criação de uma instituição independente. Em 2003, nascia oficialmente o NIC.br (Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR), que tem entre as suas atribuições a coordenação e manutenção do registro de nomes de domínio .br, através do Registro.br. Esta é a entidade com a qual nos relacionamos quando tratamos de domínios .br. 🙂

Site HostGator.com.br
O site da empresa de hospedagem HostGator no Brasil usa o .com.br

Diferenças entre as extensões .com e .com.br

Como vimos, tanto o .com como o .com.br são usados por pessoas e empresas de todos os setores. Contudo, o .com é uma extensão de uso internacional, enquanto o .com.br é usado apenas por pessoas físicas e jurídicas brasileiras.

Mas as diferenças não param por aí. Questões como preços, sites de registro, regras de domínio e serviços adicionais também variam conforme a extensão, como explico a seguir.

Popularidade

Ao comparar as extensões no quesito popularidade, o .com lidera com grande vantagem em relação ao .com.br. No entanto, é preciso levar em consideração que o .com é uma terminação genérica global (gTLD), ou seja, usada em todo o mundo, enquanto o .com.br é voltado somente para o Brasil (ccTLD). Veja neste artigo as diferenças entre TLD, gTLD e ccTLD.

Analisando cada uma em sua categoria — o .com é uma extensão de domínio internacional enquanto o .com.br é nacional — podemos dizer que ambas são líderes em seus grupos. Veja a seguir os números de registros em uma das extensões.

.com

Além de ser uma das mais antigas, a extensão de domínio .com é a mais popular no mundo. Até o final de 2020, eram mais de 150 milhões de nomes de domínios registrados sob o .com, segundo este levantamento da Verisign, entidade responsável pela extensão.

O .com está em 1ª lugar entre os 10 maiores TLDs em número de nomes de domínio reportados.
O .com está em 1ª lugar entre os 10 maiores TLDs em número de nomes de domínio reportados.
Fonte: site Verisign

.com.br

Embora menos popular que o .com, a terminação .br também está entre as mais registradas. Como podemos ver na imagem acima, ela ocupa a 10ª posição entre todas as TLDs e é a 7ª posição entre as ccTLDs (domínios de topo de país), com mais de 4,5 milhões de nomes de domínios.

Já o .com.br, que é uma das categorias dentro do .br, concentra cerca de 4,3 milhões de registros. É de longe a extensão mais popular entre os domínios .br, com 92% de participação, conforme reportado nas estatísticas do Registro.br.

Em abril de 2021, havia mais de 4,6 milhões de domínios .br registrados.
Em abril de 2021, havia mais de 4,6 milhões de domínios .br registrados. Fonte: Registro.br

Privacidade de domínio

Embora muitas pessoas não saibam, é possível acessar informações a respeito do titular de um domínio através de uma consulta pública na internet, pela ferramenta Whois. Um dos objetivos de manter esses dados visíveis é permitir a identificação do responsável pelo domínio em casos de fraudes, desrespeito às leis de proteção ao consumidor, uso indevido de marcas registradas, entre outros.

Uma alternativa para restringir o acesso público aos dados é usar a privacidade de domínio. Também chamado de “domain privacy”, o serviço (que é opcional) permite ocultar as informações de titularidade de um domínio, que outrora seriam públicas, substituindo-as pelos dados da empresa onde se registrou o domínio. Vale ressaltar que isso não isenta o proprietário do domínio de suas responsabilidades, nem oculta a sua identidade em situações legais.

Nesse critério, o .com leva vantagem sobre o .com.br. Veja abaixo como cada extensão lida com a privacidade das informações relacionadas aos domínios registrados.

.com

Assim como na maioria dos domínios internacionais (ex: .net e .org), na extensão .com é possível utilizar o serviço de privacidade de domínio. Para isso, basta habilitá-lo na empresa onde registrou o domínio. A maioria delas oferece o recurso, sendo que algumas de forma gratuita.

Resultado de uma consulta Whois para um endereço .com que possui privacidade de domínio
Resultado de uma consulta Whois para um endereço .com que possui privacidade de domínio

Como mencionei, a grande vantagem deste serviço é que ele protege os dados do proprietário do domínio, tornando-os inacessíveis ao público. Isso pode ser útil nos casos em que se deseja ocultar a pessoa ou empresa que registrou o endereço, mas também para evitar contatos indesejados e spams, que infelizmente podem ocorrer.

.com.br

Os domínios terminados em .br não possuem nenhum serviço de privacidade de domínio. Sendo assim, ao registrar um domínio .com.br, por exemplo, os dados de titularidade, e-mails dos contatos e informações técnicas ficam disponíveis para consulta pública. No caso de pessoa física, também ficam visíveis o nome e o CPF, enquanto nas empresas é possível visualizar o CNPJ, o telefone e o endereço físico.

Resultado da consulta Whois para o domínio google.com.br
Resultado da consulta Whois para o domínio google.com.br

Essa política é do Registro.br, entidade responsável por gerenciar e manter os domínios terminados em .br (leia a política na íntegra nesta página da entidade). Embora essa regra pareça colocar em risco a segurança dos dados do dono do domínio, também oferece mais transparência e segurança aos usuários e ao sistema como um todo, uma vez que é possível saber qual pessoa ou empresa está “por trás” de determinado domínio na internet. Apesar das desvantagens, essa visibilidade inibe fraudes e outras ações de má-fé, tão comuns na web.

Regras para registro do domínio

Cada extensão de domínio possui regras próprias de registro e isso se aplica também ao .com e ao .com.br. Enquanto o .com é mais flexível, o .com.br possui regras de registro mais restritas, como podemos ver na comparação abaixo.

Vale ressaltar que, em qualquer uma das opções, é preciso pagar a taxa de registro para ter direito ao uso do domínio. Também é preciso renová-lo periodicamente para manter esse direito. O mais comum é que a renovação seja anual, mas em alguns casos é possível renovar antecipadamente por até 10 anos.

.com

O domínio .com não possui qualquer restrição de registro quanto ao tipo de entidade ou de país. Portanto, pode ser feito por pessoas físicas ou jurídicas de qualquer país, salvo exceções (é possível que haja restrições a alguns países, mas não ao Brasil).

Para fazer o registro, é necessário apenas um endereço de e-mail, que fica associado ao domínio, além das informações sobre o registrante.

É possível registrar domínios .com em qualquer empresa que ofereça o serviço, seja ela nacional ou estrangeira. Da mesma forma, é permitido ter domínios .com em diferentes empresas, não sendo necessário concentrá-los em somente uma.

É preciso ainda seguir as regras abaixo, ao escolher o nome do domínio:

  • Tamanho de 2 a 63 caracteres alfanuméricos, excluindo da contagem a terminação (ex: .com não é contabilizado nesse limite).
  • Caracteres válidos: letras (de A a Z), números (de 0 a 9) e hífen (-). Caracteres especiais geralmente não são permitidos, incluindo os acentuados.
  • Não é permitido usar espaços.
  • Não pode iniciar ou terminar por hífen.

.com.br

O registro de domínios terminados em .br é permitido somente a pessoas físicas (CPF) e jurídicas (CNPJ) legalmente representadas ou estabelecidas no Brasil, com cadastro regular junto ao Ministério da Fazenda.

Outra particularidade desta extensão é que, uma vez que uma pessoa ou empresa registra um domínio .br, seu documento (CPF ou CNPJ) fica associado à entidade que fez o registro — uma empresa de hospedagem ou o Registro.br, por exemplo. Esse vínculo cria uma restrição e o usuário passa a ter de usar essa mesma entidade sempre que for registrar ou renovar um domínio .br.

Caso seja do interesse do registrante, é possível transferir o(s) domínio(s) para outra entidade. Na prática, o usuário se associa à nova empresa e leva consigo os domínios .br vinculados ao seu documento (CPF ou CNPJ).

Além das regras acima, existem as relacionadas ao nome de domínio, conforme abaixo:

  • Tamanho de 2 a 26 caracteres alfanuméricos, excluindo da contagem a terminação (ex: o .com.br não é contabilizado nesse limite).
  • Caracteres válidos: letras (de A a Z), números (de 0 a 9), hífen (-) e caracteres acentuados (à, á, â, ã, é, ê, í, ó, ô, õ, ú, ü, ç).
  • Não pode conter somente números.
  • Não é permitido usar espaços.
  • Não pode iniciar ou terminar por hífen.

Veja aqui todas as regras na página do Registro.br.

Atenção: apesar de permitido, recomendo que evite utilizar caracteres acentuados no domínio, pois eles podem gerar problemas de compatibilidade em determinados serviços (servidores) que não estão preparados para essa diferenciação.

Preços dos domínios .com e .com.br

Os preços de registro de um domínio variam conforme a extensão desejada e também de acordo com a empresa onde se faz a contratação. E esses preços podem variar bastante. Por exemplo, é possível conseguir desde 1 ano de domínio gratuito (na compra de um plano de hospedagem ou de um criador de sites) até pagar entre R$ 5 e R$ 350 por uma anuidade, dependendo da terminação e da empresa escolhida.

Como neste artigo estamos comparando .com e .com.br, vamos ver a seguir os preços praticados no registro dos domínios com essas terminações.

.com

A terminação .com é muito popular, então é possível contratá-la em qualquer entidade registradora. O preço depende da empresa, embora seja importante mencionar que o valor do .com quase sempre será superior a um domínio com final .com.br. Um dos motivos para isso é a variação do dólar, que afeta os preços finais e as margens das empresas que registram domínios aqui no Brasil.

Por ser uma extensão internacional, cada vez que o dólar se valoriza no país, o custo para registrar um domínio .com aumenta para as empresas registradoras. Como elas precisam remunerar (em dólar) a entidade responsável pela extensão — no caso do .com é a Verisign —, tendem a repassar ao menos uma parte desse aumento para o consumidor final. O mesmo acontece com quem registra em uma empresa no exterior e vê seu preço oscilar conforme o câmbio.

Nos últimos anos, vimos os preços do .com subirem significativamente, ainda que muitas empresas tenham mantido valores menores para novos registros, como forma de se manterem competitivas. Algumas oferecem ainda serviços adicionais de forma gratuita ou com custo reduzido, como a privacidade de domínio.

Para dar uma ideia, abaixo estão os preços atuais de registro de um domínio .com em cinco empresas bastante conhecidas e que praticam preços em Real:

Empresa Preço 1º ano Renovação anual Observação
GoDaddy R$ 27,99* R$ 74,99 *Necessária a compra de 2 anos Visitar >
HostGator R$ 26,90* R$ 62,99 *Necessária a compra de 2 anos Visitar >
Hostinger R$ 40 R$ 58 Privacidade de domínio por R$ 13,15/ano Visitar >
Google Domains R$ 50 R$ 50 Privacidade de domínio gratuita Visitar >
Locaweb R$ 36,90 R$ 82,90 Visitar >
Preços de domínio .com vigentes nos sites das empresas em abril/2021

.com.br

Os domínios terminados em .br, por sua vez, são administrados por uma entidade brasileira (NIC.br), cujo braço responsável pelas atividades de registro e manutenção dos domínios .br é o famoso Registro.br. Por conta disso, os preços de um domínio .br costumam ser mais estáveis e não sofrem o mesmo impacto com a variação do dólar. Por conta disso, normalmente são mais baratos que o registro de um domínio .com.

Por falar em preços, eles também variam conforme a empresa escolhida. Porém, há uma diferença neste caso: o Registro.br também é uma opção para quem registra. E por ser a entidade responsável pelos domínios .br, geralmente possui preços menores (no longo prazo) que os seus concorrentes (e revendedores).

Veja a seguir os preços de registro de um domínio .com.br nas mesmas empresas (à exceção da Google Domains, que não registra a terminação .br e foi substituída pelo Registro.br):

Empresa Preço 1º ano Renovação anual Observação
Registro.br R$ 40 R$ 40 Desconto para períodos mais longos Visitar >
GoDaddy R$ 19,99* R$ 64,99 *Necessária a compra de 2 anos Visitar >
HostGator R$ 26,90* R$ 62,99 *Necessária a compra de 2 anos Visitar >
Hostinger R$ 36,99 R$ 42,99 Visitar >
Locaweb R$ 36,90 R$ 64,90 Visitar >
Preços de domínio .com.br vigentes nos sites das empresas em abril/2021

Onde registrar um domínio .com ou .com.br

Embora a maioria das empresas de registro de domínio disponibilize uma grande variedade de extensões, apenas algumas oferecem as duas: .com e .com.br. Isso se deve, em grande parte, ao fato de que os domínios terminados em .br são específicos para o público brasileiro. Veja a seguir onde registrar cada extensão de domínio.

.com

Por ser uma terminação genérica e de uso global, o .com está disponível para registro em qualquer empresa que preste esse tipo de serviço. Desde registradores de domínio, como o Google Domains, até empresas de hospedagem brasileiras e estrangeiras, como mostrei na seção anterior.

A GoDaddy é uma das líderes em registro de domínios no mundo
A GoDaddy é uma das líderes em registro de domínios no mundo

.com.br

Já os domínios terminados em .br têm uma característica diferente, pois são voltados para o Brasil. Por conta disso, essa extensão costuma ficar restrita às entidades que atuam no país, sendo difícil (talvez impossível) encontrá-la em uma empresa de domínios ou hospedagem estrangeira (a não ser que tenha presença no país). Essa restrição também vale para o Google Domains, que infelizmente não oferece extensões .br.

Por outro lado, o usuário que queira registrar um domínio .br tem uma opção a mais: o Registro.br. Como mencionei, a entidade é a responsável pela manutenção e gerenciamento de todos os domínios .br (até mesmo aqueles que você compra de outras empresas), por isso é uma excelente alternativa.

Página de pesquisa de domínio no site Registro.br
Página de pesquisa de domínio no site Registro.br

É importante dizer que isso não significa que nunca valha a pena comprar um domínio em uma empresa de hospedagem. Existem situações em que essa escolha pode se mostrar mais vantajosa. Para conhecer as vantagens e desvantagens de cada opção, confira nosso artigo comparando o Registro.br e as empresas de hospedagem.

Qual é o domínio mais indicado: .com ou .com.br?

Depois de tantas informações, é possível que ainda fiquem dúvidas sobre a extensão mais adequada para cada necessidade. Para deixar tudo mais claro e ajudar você na escolha, fiz uma lista que mostra qual o melhor domínio em cada caso.

Quando optar pelo .com

  • O site é voltado para o exterior – O domínio .com é mais indicado do que o .com.br em sites internacionais. Esse aspecto inclusive contribui para a forma como o Google identifica a segmentação geográfica do site. Para sites que atuam em diversos países, também é possível ter domínios específicos por país (como o .br para o Brasil), mas esta é uma solução mais avançada (o Google tem este artigo bem detalhado sobre o assunto).
  • Há necessidade de privacidade do domínio – Nos casos em que é necessário ocultar os dados de titularidade do domínio em consultas públicas Whois, o .com é a única opção viável entre as duas.
  • Para ter um domínio mais curto – O .com é uma extensão mais curta, o que permite ter um endereço mais marcante e fácil de lembrar (desde que esteja disponível). Basta pensar em como é fácil memorizar um endereço como facebook.com, por exemplo.
  • Não há possibilidade ou interesse em vincular um CPF ou CNPJ – Pessoas e empresas que não possuem documentação regular no Brasil (ou que não queiram vincular o domínio a um CPF ou CNPJ) podem optar por um domínio .com. Neste caso, o e-mail é vinculado ao cadastro.
A Netflix utiliza o .com e tem atuação global
A Netflix utiliza o .com e tem atuação global – Fonte: Site netflix.com

Quando optar pelo .com.br

  • O site é voltado para o Brasil – Sites focados exclusivamente no mercado brasileiro podem reforçar sua identidade através de um endereço .br. Ao optar por esta extensão, os visitantes sabem que por trás do site está uma entidade legalmente constituída no país (ou uma pessoa física brasileira). A possibilidade de consulta pública dos dados do proprietário do domínio também dá mais segurança aos usuários.
  • Para obter preços de registro e renovação mais baratos – O preço do domínio .com.br é mais barato e estável do que o de extensões internacionais como o .com, o que resulta em economia no longo prazo. Isso sem contar que ao registrar um domínio .br se está contribuindo para a entidade brasileira e sem fins lucrativos NIC.br, que atua em diversas frentes com o objetivo de desenvolver e melhorar a Internet no Brasil.
  • Para fortalecer o SEO local – Sites voltados para o Brasil podem se beneficiar ao usar um domínio .br. Com uma segmentação geográfica clara, o site tende a ganhar mais relevância nas pesquisas locais. Não é à toa que grandes marcas globais frequentemente utilizam domínios específicos de acordo com o país (por exemplo, o site da Nike no Brasil é nike.com.br).
Site da Natura usa o .com.br e reforça sua identidade brasileira
Site da Natura usa o .com.br e reforça sua identidade brasileira

Quando optar pelos dois: .com e .com.br

Apesar de um site precisar de apenas um domínio para funcionar, existem motivos para registrar diversas terminações. O principal motivo é proteger a marca do registro de terceiros. Isto é especialmente importante nas extensões mais populares, como é o caso do .com e do .com.br.

Essa escolha também favorece a experiência do usuário, que pode acessar o site usando qualquer uma das extensões. Basta configurar o redirecionamento de domínio secundário para o principal, como ensinamos aqui.

Conclusão

Como vimos, a escolha pelo domínio .com.br ou .com depende de vários fatores, como atuação geográfica do site, país onde o registrante está estabelecido, preço, privacidade de domínio, entre outros. Apesar das diferenças, ambas as extensões são populares e atendem aos mais variados tipos de sites e áreas de atuação.

Para quem quer proteger seu endereço, vale a pena considerar a possibilidade de registrar o domínio nas duas extensões: .com.br e .com. A sugestão se aplica também aos sites que utilizam outra extensão como a principal, como o .org, o .dev, o .adv.br e por aí vai. Afinal, o usuário já está acostumado com as terminações mais usadas e pode ter dificuldades para acessar o site diretamente pelo navegador (sem pesquisar pelo Google, por exemplo).

Espero ter esclarecido as dúvidas sobre os domínios .com e .com.br. E se você já descobriu qual é a extensão ideal para o seu site, aproveite para pesquisar aqui os preços e as empresas antes de fazer a sua contratação. 🙂

O artigo Domínio .com ou .com.br: quais as diferenças e qual extensão usar no seu site foi publicado originalmente em Tudo Sobre Hospedagem de Sites.